Diversidade em conselhos
- Márcia Dalmas

- há 3 horas
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Se a diversidade de gênero em conselhos, conforme relatório “Diversity Matters Even More” de 2023 da McKinsey, evidencia a probabilidade de empresas com conselhos diversos superar financeiramente em torno de 27% os seus pares, além da melhora na qualidade das decisões e redução de risco, porque ainda a participação de mulheres nos boards se restringe a 20% das posições assumidas?
Em minha opinião e deixando claro que isso é fruto de minhas observações ao longo da minha jornada profissional, este contexto se deve a dificuldade que as mulheres tem para chegar a estas posições assim como as posições de C-Levels. As mulheres ao contrário dos homens necessitam comprovar muito mais a sua capacidade e competência, e isto pode ser visto pela quantidade de cursos e certificações que a maioria das mulheres possui em comparação aos colegas homens, conforme reportagem da revista Marie Claire Brasil.
As pesquisas da McKinsey também informam que as mulheres em cargos de liderança sofrem mais julgamento, mais questionamentos e frequentemente tem suas atitudes comparadas aos homens, mulheres fortes são vistas como arrogantes e prepotentes, enquanto o homem é visto como decidido e determinado, além do etarismo que afeta mais mulheres que homens, os homens ficam experientes e a mulher é velha.
Há ainda a dificuldade de network, a forma que as relações se dão entre os conselheiros e os executivos e o tokenismo, este último quando se tem uma única mulher no conselho para cumprir com a agenda de diversidade, influenciar a reputação externa e muitas vezes ela não tem influencia sobre as decisões estratégicas.
Mas também é importante destacar que em 2023 a participação estava em torno de 14,7% conforme dados da B3 e do IBGC.
O avanço ainda é lento, mas é preciso continuar.




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